Procuro alguém para entender as particularidades do meu ser.
Alguém que entenda que sou um livro ainda por terminar, com um final
desconhecido e que é preciso ler página por página. Alguém que esqueça os olhos
em mim e com quem possa deixar os meus também. Uma pessoa para quem eu possa
emprestar minha alma sem se preocupar se ela devolverá intacta ou não. Busco
alguém que compartilhe o amor, sem mesquinhez e que no final entenda que no
amor não se dá nada mais do que se queira receber em troca. Procuro alguém que
ajude a completar minhas páginas que ainda permanecem em branco...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Convivência em família
Conviver em família nem sempre é
como se vê nos comerciais de margarina. Para dizer a verdade, quase nunca.
Conviver em família é padecer no
paraíso das relações humanas. Ninguém escolhe a família em que está,
simplesmente você nasce e a partir daí seja o que Deus quiser. Se você é filho
único, sempre será mimado pelos pais e isso com certeza irá prejudicar sua
relação com as outras pessoas, que nem sempre serão tão pacientes e aceitarão
todas as suas peculiaridades como seus progenitores.
Além disso, há os conflitos com os
pais, pois nosso estilo de roupa, corte de cabelo, preferências musicais, time
de futebol, amigos e namoradas ou namorados nunca estão de acordo com o que
eles querem. Parece que é mais difícil ganhar total aprovação dos pais do que
passar em medicina na USP.
Todo adolescente já pensou em sair
de casa, nem que tenha sido apenas por ter visto a cena num filme ou numa
novela e tenha achado um ato “cool” de rebeldia. É da natureza do jovem querer
sair de casa para não ter que aguentar as broncas e exigências dos pais. “Vai
arrumar o quarto”, “vá para a escola”, “faça o dever de casa”, vá pro seu
quarto”, “saia do quarto, passa muito tempo aí, menino”, “não gosto dos seus
amigos”, “você tem que ser alguém na vida, trabalhar para ganhar muito
dinheiro”. Não há adolescente que aguente mesmo.
É claro que nem sempre a
convivência é ruim, ou então teríamos muito mais incidência de filhos
deserdados do que de divórcios. Todos no fundo sabemos que por mais difícil que
seja a vida com pais e irmãos, são eles os primeiros a nos apoiar nas
dificuldades, os primeiros a incentivar-nos nas maratonas do dia a dia, aqueles
que sempre vão nos amar apesar de tudo.
E apesar de tudo, eu agradeço aos
meus pais por terem dado seu melhor, mesmo errando em muitos momentos, para que
eu fosse uma pessoa, não exatamente como eles queriam ou uma pessoa perfeita,
mas exatamente a melhor pessoa que eles poderiam fazer eu me tornar.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Você sussurra ventos em meus ouvidos e cada palavra chega
como poemas que nunca escreverei. Na
distância dos corpos nossas almas se unem, a cada noite ainda escuto a sua voz
abrindo lassitudes em meu peito cansado de ser casca vazia. A cada
ressurgimento da aurora desvanecem nossas memórias como numa película frágil
que se desfaz num simples tocar com a ponta dos dedos. Depois disso, seus toques, seus trejeitos,
suas falas, seus gestos, seus carinhos e afagos se perdem novamente nas mãos do
tempo que como borracha tudo apaga. Apenas quando novamente crio raízes em meu
leito é que tu voltas a habitar meus pensamentos e em meus sonhos tu encontras
morada. No chão da solidão é que construí nossa moradia e lá nosso amor ainda
está intacto, puro e poderá descansar na cadeira de balanço da eternidade.




