quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Salão de beleza dos homens


Ir a um estádio de futebol é como ir ao salão de beleza para os homens. Voltamos de lá muito mais bonitos e confiantes.

Mas a leitora que estiver acompanhando este texto não vá pensar que lá também temos cabeleireiro, manicure, pedicure, etc. e talz. O que aumenta nossa beleza é o fato de os 22 desportistas em campo serem de uma aparência totalmente dasavantajada. 

Apesar de terem pernas invejáveis para os homens e admiráveis para as mulheres e corpos atléticos, a natureza não foi tão generosa em relação às fisionomias dos futebolistas.

É impressionante como a maioria dos jogadores de futebol tem uma aparência física desastrosa. Para citar alguns exemplos mais famosos, vejamos o caso de Carlitos Tevez (da Argentina), Franck Ribéry (da França) e Ronaldinho Gaúcho, ídolo nacional.

Parece que é um pré-requisito ser feio para ser jogador. Claro que há as exceções, os marmanjos do esporte que arrancam suspiros da mulherada, casos de Beckham, Cristiano Ronaldo e Kaká, mas essas são agulhas num palheiro enorme.

Outro fato curioso sobre jogadores são os nomes nada comuns, muitas vezes únicos, só ele entre bilhões de pessoas no mundo tem aquele nome.

Richarlyson, Jucilei, Maicossuel, Jocinei, Delkennedy, Gerogivane, Randerson e por aí vai, entre muitos outros nomes. E por incrível que pareça, não inventei nenhum deles, minha criatividade não consegue ser tão original a esse ponto, são nomes reais.

Acredito que os pais já tenham o pensamento quando o filho nasce: “esse vai ser jogador, vou chama-lo de Motocleyssom”. Até seria interessante criar um guia só com nomes de jogadores, para os pais não precisarem mais se preocupar em pensar em algo, só abrir o livro e deixar o mau gosto falar.

Além da questão física, ainda há essa feiura dos nomes que os jogadores levam.


Voltando ao assunto da aparência, se você, meu amigo, quer fazer com que sua mulher te veja muito mais belo, leve-a a uma partida de futebol. É tiro e queda. Sua esposa ou namorada enxergará você com outros olhos e aí, depois do jogo, em casa, quem vai ter a chance de marcar um golaço é você.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Procuro alguém para entender as particularidades do meu ser. Alguém que entenda que sou um livro ainda por terminar, com um final desconhecido e que é preciso ler página por página. Alguém que esqueça os olhos em mim e com quem possa deixar os meus também. Uma pessoa para quem eu possa emprestar minha alma sem se preocupar se ela devolverá intacta ou não. Busco alguém que compartilhe o amor, sem mesquinhez e que no final entenda que no amor não se dá nada mais do que se queira receber em troca. Procuro alguém que ajude a completar minhas páginas que ainda permanecem em branco...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Convivência em família


Conviver em família nem sempre é como se vê nos comerciais de margarina. Para dizer a verdade, quase nunca.

Conviver em família é padecer no paraíso das relações humanas. Ninguém escolhe a família em que está, simplesmente você nasce e a partir daí seja o que Deus quiser. Se você é filho único, sempre será mimado pelos pais e isso com certeza irá prejudicar sua relação com as outras pessoas, que nem sempre serão tão pacientes e aceitarão todas as suas peculiaridades como seus progenitores.

Se você tem irmãos é melhor pagar o canal de UFC e começar a aprender como se faz, porque vai precisar e muito das técnicas na hora dos conflitos fraternos. E não é exagero não, pergunte a qualquer pessoa que tenha irmãos se nunca saiu na mão com eles.

Além disso, há os conflitos com os pais, pois nosso estilo de roupa, corte de cabelo, preferências musicais, time de futebol, amigos e namoradas ou namorados nunca estão de acordo com o que eles querem. Parece que é mais difícil ganhar total aprovação dos pais do que passar em medicina na USP.

Todo adolescente já pensou em sair de casa, nem que tenha sido apenas por ter visto a cena num filme ou numa novela e tenha achado um ato “cool” de rebeldia. É da natureza do jovem querer sair de casa para não ter que aguentar as broncas e exigências dos pais. “Vai arrumar o quarto”, “vá para a escola”, “faça o dever de casa”, vá pro seu quarto”, “saia do quarto, passa muito tempo aí, menino”, “não gosto dos seus amigos”, “você tem que ser alguém na vida, trabalhar para ganhar muito dinheiro”. Não há adolescente que aguente mesmo.

É claro que nem sempre a convivência é ruim, ou então teríamos muito mais incidência de filhos deserdados do que de divórcios. Todos no fundo sabemos que por mais difícil que seja a vida com pais e irmãos, são eles os primeiros a nos apoiar nas dificuldades, os primeiros a incentivar-nos nas maratonas do dia a dia, aqueles que sempre vão nos amar apesar de tudo.

E apesar de tudo, eu agradeço aos meus pais por terem dado seu melhor, mesmo errando em muitos momentos, para que eu fosse uma pessoa, não exatamente como eles queriam ou uma pessoa perfeita, mas exatamente a melhor pessoa que eles poderiam fazer eu me tornar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013


Não há final feliz. Todo final já é triste por ser final.

Você sussurra ventos em meus ouvidos e cada palavra chega como poemas que nunca escreverei.  Na distância dos corpos nossas almas se unem, a cada noite ainda escuto a sua voz abrindo lassitudes em meu peito cansado de ser casca vazia. A cada ressurgimento da aurora desvanecem nossas memórias como numa película frágil que se desfaz num simples tocar com a ponta dos dedos.  Depois disso, seus toques, seus trejeitos, suas falas, seus gestos, seus carinhos e afagos se perdem novamente nas mãos do tempo que como borracha tudo apaga. Apenas quando novamente crio raízes em meu leito é que tu voltas a habitar meus pensamentos e em meus sonhos tu encontras morada. No chão da solidão é que construí nossa moradia e lá nosso amor ainda está intacto, puro e poderá descansar na cadeira de balanço da eternidade.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Coração galopante


Meu coração galopante
Vai a trotes largos
Buscar sonhos que nunca sonhei

Busca um instante
Cavalgando em sonos letargos
Por lugares onde nunca andei

E se vir a se perder derradeiramente
Caminhando a trotes cansados e amargos
Terei encontrado a terra que nunca busquei

Então em confronto adiante,
Na terra nova, o coração e sonho análogos
A armadura rota e a espada que empunhei

E nessa sangrenta luta lancinante
Fica o grande e triste epílogo
Dois derrotados quando, para as trevas, acordei.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nostalgia da infância


Sinto saudades de quando era inocente e puro
De quando brincava, corria e caia de maduro
Quando corria com os amigos pela escola
E brincávamos de bafo, queimada ou de bola
Quando passava férias com meus avós
E o tempo passava mais que veloz
Dos grandes sonhos maravilhosos e belos
Como lindas borboletas em jardins etéreos
E dos namorinhos bobos de criança
E de cada dia ser como uma alegre dança

Uma dança de ciranda
Que diminuía o ritmo
A cada ano
E hoje já não danço mais
Sou um adulto e minha alegre dança
Deu lugar aos monótonos passos
Do cotidiano!