quinta-feira, 19 de setembro de 2013


Você sussurra ventos em meus ouvidos e cada palavra chega como poemas que nunca escreverei.  Na distância dos corpos nossas almas se unem, a cada noite ainda escuto a sua voz abrindo lassitudes em meu peito cansado de ser casca vazia. A cada ressurgimento da aurora desvanecem nossas memórias como numa película frágil que se desfaz num simples tocar com a ponta dos dedos.  Depois disso, seus toques, seus trejeitos, suas falas, seus gestos, seus carinhos e afagos se perdem novamente nas mãos do tempo que como borracha tudo apaga. Apenas quando novamente crio raízes em meu leito é que tu voltas a habitar meus pensamentos e em meus sonhos tu encontras morada. No chão da solidão é que construí nossa moradia e lá nosso amor ainda está intacto, puro e poderá descansar na cadeira de balanço da eternidade.

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