sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Convivência em família


Conviver em família nem sempre é como se vê nos comerciais de margarina. Para dizer a verdade, quase nunca.

Conviver em família é padecer no paraíso das relações humanas. Ninguém escolhe a família em que está, simplesmente você nasce e a partir daí seja o que Deus quiser. Se você é filho único, sempre será mimado pelos pais e isso com certeza irá prejudicar sua relação com as outras pessoas, que nem sempre serão tão pacientes e aceitarão todas as suas peculiaridades como seus progenitores.

Se você tem irmãos é melhor pagar o canal de UFC e começar a aprender como se faz, porque vai precisar e muito das técnicas na hora dos conflitos fraternos. E não é exagero não, pergunte a qualquer pessoa que tenha irmãos se nunca saiu na mão com eles.

Além disso, há os conflitos com os pais, pois nosso estilo de roupa, corte de cabelo, preferências musicais, time de futebol, amigos e namoradas ou namorados nunca estão de acordo com o que eles querem. Parece que é mais difícil ganhar total aprovação dos pais do que passar em medicina na USP.

Todo adolescente já pensou em sair de casa, nem que tenha sido apenas por ter visto a cena num filme ou numa novela e tenha achado um ato “cool” de rebeldia. É da natureza do jovem querer sair de casa para não ter que aguentar as broncas e exigências dos pais. “Vai arrumar o quarto”, “vá para a escola”, “faça o dever de casa”, vá pro seu quarto”, “saia do quarto, passa muito tempo aí, menino”, “não gosto dos seus amigos”, “você tem que ser alguém na vida, trabalhar para ganhar muito dinheiro”. Não há adolescente que aguente mesmo.

É claro que nem sempre a convivência é ruim, ou então teríamos muito mais incidência de filhos deserdados do que de divórcios. Todos no fundo sabemos que por mais difícil que seja a vida com pais e irmãos, são eles os primeiros a nos apoiar nas dificuldades, os primeiros a incentivar-nos nas maratonas do dia a dia, aqueles que sempre vão nos amar apesar de tudo.

E apesar de tudo, eu agradeço aos meus pais por terem dado seu melhor, mesmo errando em muitos momentos, para que eu fosse uma pessoa, não exatamente como eles queriam ou uma pessoa perfeita, mas exatamente a melhor pessoa que eles poderiam fazer eu me tornar.

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